quarta-feira, 3 de abril de 2013

Boiadeiro Navizala


Sr. Navizala viveu no sertão de pernambuco, no século XVIII,era boiadeiro tocador de gado,como diz). Morava em uma casinha de sapé no meio da caatinga, sua mãe era uma grande médium, chamada por lá de benzedeira ou curandeira  aos cinco anos de idade, perdeu seu pai, ficando apenas ele e Dona Cecília, sua mãe, com o desencarne do pai, o pequeno navizala sentiu sua vida difícil de sertanejo, tornar-se ainda mais sacrificante, viviam do pouco que a pequena roça, plantada por ele e a mãe, produzia, a pouca idade, não o impedia de ajudar.
Ele carpia, semeava, colhia, enfim, ajudava a mãe em tudo, mas contando com todo o amor de sua humilde e sábia mãezinha, que todas as noites preparava no fogão a lenha, a farofa com banana, uma iguaria para o pequeno navizala, eles rezavam e comiam à luz de um lampião, depois sentavam-se embaixo do pé de juazeiro no quintal, e Dona Cecília ensinava ao filho as coisas da vida espiritual, que ele ouvia maravilhado, quanta sabedoria em uma mulher tão simples, eram felizes, eram felizes quando não estavam na roça, sua mãe atendia muita gente da redondeza, não havia hospital, nem médicos, aquela mulher era a única esperança daquele povo pobre do sertão, tinha vários canteiros de ervas e com elas fazia suas famosas garrafadas, benzia as crianças desnutridas, os agricultores feridos por ferramentas enferrujadas, fazia partos, fazia tudo o que podia e salvava muitas vidas, o pequeno navizala sabia de cor o nome de todas as ervas e com sua vidência apurada, dizia a mãe quando a pessoa chegava acompanhada por obsessores, assim iam levando a suas vidas, Dona Cecília desencarnou dormindo tranquilamente quando navizala tinha 15 anos, ele chorou muito, estava só no mundo, mas começou a ver a mãezinha que lhe dizia pata ter ânimo e continuar a missão, ele começou então a trabalhar para fazendeiros da região, levava boiadas para todos os cantos do nordeste, assim poderia com suas viagens ajudar mais pessoas, e assim foi, onde ele parava, sempre tinha alguém doente que precisava dele, salvou muitos e fez amigos em toda parte, sua mãezinha sempre estava a seu lado orientando, incentivando e consolando nos momentos difíceis.
Onde chegava, Sr. Navizala, deixava sua luz, de seu mesmo, só tinha o seu cavalho malhado, companheiro inseparável, o rosário de sua mãezinha e um par de botas gastas, mas gostava mesmo era de andar descalço e adoçar a boca com um pedaço de rapadura, gostava dos banhos de açude, de cuidar dos animais e de conversar com as pessoas, um espírito equilibrado e forte, que nunca se deixou vencer pela aridez da vida. Sua missão na terra acabou aos 49 anos de idade, assim como sua mãezinha, deitou-se e deixou o corpo, foi para o astral onde pôde abraçar os seus, sua mãezinha, seu pai, seus mentores, no enterro do Sr. Navizala estavam presentes mais de cem pessoas, pessoas que ele ajudou e que sentiam de verdade sua partida, pessoas de todas as partes do sertão, pobres e ricos, agradecidos àquele homem maravilhoso por ter praticado o bem, feito o melhor que podia por todos, ao chegar no astral, ficou surpreso, emocionado, chorou, uma fila se formou, eram muitos que também queriam abraça-lo, pessoas que ele tinha ajudado na terra. Sr. Navizala, representa a força do sertanejo, a luta, a honestidade e a sabedoria daquela linda gente, quando pediu para vir trabalhar, ele escolheu continuar ajudando, pediu para vir com todas as características que tinha como sertanejo, inclusive o linguajar simples e direto, trabalha pela cura espiritual, emocional e física.
P.S.:QUANDO SR.NAVIZALA DESENCARNOU,NO DIA SEGUINTE SEU QUERIDO CAVALO,TAMBÉM SE FOI...QUEM CONHECE ESSE MENTOR,SABE QUE ELE NÃO GOSTA DE RODEIOS,É DIRETO,GOSTA DE QUEM O OLHA NOS OLHOS,SE SEU NOME NÃO FOSSE NAVIZALA, SERIA SINCERIDADE!!

Exu e pomba gira

Doutrinados nas leis da Umbanda, os Exus e Pombo-giras são emissários, elo entre os homens e os Orixás.

Subordinados às energias superiores, são compro­missados com as leis divi­nas e estagiam em graus médios da espiritualidade, praticando o bem, caminhando na luz em bus­ca de sua própria evolução. Tri­lham no astral inferior apenas para combater o mal: desfazem feitiços, trabalhos de magia negra em pes­soas e ambientes; resgatam os espíritos malignos e obsessores, responsáveis por separações de casais; vícios de bebidas e drogas; embaraços nos negócios; perturbações  discussões em família e uma infinidade de malefícios… En­caminham estes espíritos a um guardião-chefe, onde passam por uma triagem e, após se redimirem de seus erros, são batizados e preparados para cumprir sua missão, juntamente com o Exu que lhes resgatou. Esses exus, no cumprimento de suas missões, evoluem: são coroados e recebem, por mérito de seu sacrifício, a con­dição de progredirem como elementos da linha positi­va.É comum ouvir dizer que sem Exu não se faz nada. Isso se dá pelo fato destas entidades estarem frente aos combates es­pirituais, prestando defe­sa e proteção, e não porque são vingadores, traíras ou forças do mal, como a maior parte das lendas nos leva a pensar.

Candomblé

Os orixás, para o candomblé, são os deuses supremos. Possuem personalidade e habilidades distintas, bem como preferências ritualísticas. Estes também escolhem as pessoas que utilizam para incorporar no ato do nascimento, podendo compartilhá-lo com outro orixá, caso necessário.
Os rituais do candomblé são realizados em templos chamados casas, roças ou terreiros que podem ser de linhagem matriarcal (quando somente as mulheres podem assumir a liderança), patriarcal (quando somente homens podem assumir a liderança) ou mista (quando homens e mulheres podem assumir a liderança do terreiro). A celebração do ritual é feita pelo pai de santo ou mãe de santo, que inicia o despacho do Exu. Em ritmo de dança, o tambor é tocado e os filhos de santo começam a invocar seus orixás para que os incorporem. O ritual tem no mínimo duas horas de duração.
O candomblé não pode ser igualado à umbanda. No candomblé, não há incorporação de espíritos, já que os orixás que são incorporados são divindades da natureza; enquanto na umbanda, as incorporações são feitas através de espíritos encarnados ou desencarnados em médiuns de incorporação. Existem pessoas que praticam o candomblé e a umbanda, mas o fazem em dias, horários e locais diferentes.

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Mensagens







RESPEITO AO SEU TERREIRO

O respeito ao seu barracão
Uma coisa é você ser de um barracão,

outra é você trabalhar no barracão.
As duas coisas são totalmente diferentes.


A primeira, você ser de um barracão, a responsabilidade é muito grande.
Neste caso você já deve ter feito todos os preceitos e trabalhos pessoais que uma entidade que é da casa lhe passou.
Você por obrigação e respeito a casa deve participar de tudo que diz respeito da casa e procurar saber tudo que é feito para que você possa ajudar pro bem estar da sua casa.

No segundo caso, que é você trabalhar no barracão, eu acho que você deve pensar como você foi aceito e não pense que ira ficar o resto de sua vida neste estado, pois tem que procurar participar mais;
você já parou pra pensar!
Vou te dar um exemplo.
Você chega, encontra o barracão limpinho, arrumado, todas as velas e bebidas firmadas, copos que sua entidade usa limpo, as coisas de suas entidades guardadas num cantinho, arrumadinhas;
você acha justo isto?
Meus irmãos, vocês estão redondamente enganados. “estou falando das pessoas da corrente”
Tenha um pouco mais de consciência, já imaginou o tempo que vossa entidade fica em terra e os ogas e os zeladores ficam aguardando ela ir embora, pois é meus irmãos, ponham a cabeça e a atitude pra funcionar;
pense na confiança que os zeladores depositaram em você.
Pois este ritmo de trabalho de vocês vai acabar, não pense que você é melhor do que os outros, pois nesta nossa religião, a Umbanda, um dos conceitos que sempre falamos, é a união e a caridade.
Ajudem em tudo que for preciso, mostre que você não é e não quer ser diferente de ninguém.
Devemos nos abraçar e desejar proteção e saúde para nossa corrente e falar sempre.

13 de MAIO - Homenagem aos Pretos Velhos


Os Pretos-Velhos representam a força, a sabedoria, o amor e a caridade.
Eles curam, ensinam, educam pessoas e espíritos sem luz.
São humildes, não têm raiva ou ódio pelas humilhações e torturas que sofreram no passado.
Com seus cachimbos, fala pousada, tranqüilidade nos gestos, eles escutam e ajudam àqueles que necessitam, independentes de sua cor, idade, sexo e de religião.
Eles são verdadeiros conselheiros mostrando a vida e seus caminhos.
São também psicólogos, amigos, confidentes e mentores espirituais; eles lutam com suas mirongas, banhos de ervas, pontos de fogo, pontos riscados e outros. Por isso, se você for falar com um preto-velho, tenha humildade e saiba escutar, não espere milagres ou que ele resolva seus problemas como “passe de mágica”.
A solução começa dentro de você mesmo, a partir do momento que você acredita.
Tenha fé, acredite em você, tenha amor a Deus e a você mesmo.
Salve todos os PRETOS-VELHOS !!!

Ação Social da Tenda Lar de Ogum na Pascoa

















Novamente a Tenda Lar de Ogum fazendo a pascoa da criançada mais feliz.